O Grupo






Histórico

“Foi no Ferrinho que tudo começo

um certo grupo pelo trilho avançou...”

 

     O Grupo Trilho de Teatro Popular constituiu-se a partir das oficinas orientadas por Paulo Flores dentro dos projetos Descentralização da Cultura de Porto Alegre e Teatro como Instrumento de Discussão Social da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Neste período, o Grupo apresentou três montagens: Jogos na Hora da Sesta, em 2003; A Invasão, em 2004 e A mais – valia vai acabar Seu Edgar, em 2005. Nesta última montagem, surgem as primeiras tentativas da criação colaborativa, buscando desenvolver um trabalho com fins sócio-políticos e acreditando na necessidade de abordar criticamente a sociedade em caráter estético e ideológico.

     Desvinculando-se das oficinas, mas conservando a filosofia do Ói Nóis, realizou três montagens: Aviso Prévio, em 2006; A Decisão, em 2008 e Ela – a vespa libertada, em 2010. Em 2011, ao perceber a demanda do bairro Humaitá, onde estava sediado, construiu seu primeiro espetáculo para o público infantil: O Baú –Lembranças & Brincanças.

     Desde sua estreia até a presente data, O Baú cumpriu 03 temporadas: na Sala Álvaro Moreyra, no Teatro Bruno Kiefer e no Teatro de Câmara Túlio Piva. O espetáculo foi premiado com o Troféu RBS Cultura de Melhor Espetáculo Júri Popular, além dos Prêmios Tibicuera de Melhor Direção e Dramaturgia. Participou de importantes projetos como: Dulcina Abraça o Sul, onde apresentou no Teatro Dulcina no Rio de Janeiro; 7º Festival Palco Giratório de Porto Alegre; Aldeia SESC Ijuhy; 58ª e 59ª Feira do Livro de Porto Alegre; Circuito Teatro a Mil (SESC/RS); 15º Festival Caxias em Cena e 7ª Feira do Livro Infantil de Porto Alegre.  O espetáculo também percorreu outras 20 cidades do Rio Grande do Sul. Em 2014, na programação da 29ª Feira do Livro de Farroupilha, comemorou suas 100ª e 101ª apresentações.

     Em 2013, estreou sua primeira montagem com linguagem clownesca, O Homem Mais Sério do Mundo, com direção de Melissa Dornelles que traz uma bagagem de mais de dez anos de investigação do universo mágico do palhaço. O espetáculo é um solo de Daniel Gustavo (o palhaço Tigrão), um dos fundadores do Trilho, que criou grande parte do material de cena em visitas realizadas ao Hospital da Criança Conceição de POA. O espetáculo realizou sua primeira temporada na Sala Lili Inventa o Mundo da Casa de Cultura Mário Quintana, em agosto de 2013. Antes da estreia oficial, o espetáculo realizou apresentações do processo de montagem no Espaço A Nave em Garopaba/SC, no I e II Clownbaret, no Circo Pocket Show, na III Maratona de Monólogos de Canela e Gramado e em diversas escolas e espaços alternativos. Participou de importantes projetos como: 59ª e 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, Circuito Teatro a Mil (Sesc/RS), 9º Festival Palco Giratório de Porto Alegre, 32ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo, 48º Aniversário da Biblioteca Pública Municipal de Canoas e 29ª Feira do Livro de Farroupilha. Em 2014, o espetáculo participou, em sua versão esquete, do III Encontro Internacional de Palhaços da Coxilha e do 4º Festival de Esquetes de São Leopoldo, no qual foi premiado em 2º lugar, e do 11º Festival Nacional de Teatro da cidade de Vitória/ES. Em 2015, a versão pocket do espetáculo realizou cinco apresentações, em língua espanhola, nas cidades de Buenos Aires e Rosario/ Argentina e Guayaquil/ Equador.

     Em 2014, o Grupo Trilho de Teatro Popular ingressa no projeto Usina das Artes, desenvolvendo diversas atividades artísticas e oficinas. Entre essas atividades, destacam-se as oficinas Palhaço e Jogo, com jogos e dinâmicas que visitam o ser ridículo e o brincar  dos participantes; Cena Estranha, com bases na pesquisa sobre os elementos do Teatro Épico Brechtiano para a composição de cenas curtas; e Iluminação Cênica para Iniciantes, que proporciona aos participantes o conhecimento do ambiente da iluminação cênica. 

     Em maio, deste mesmo ano, estreou o espetáculo de teatro de rua Umbigo, projeto de pesquisa e experimentação, tendo como mote o egoísmo e suas relações.  O espetáculo cumpriu temporada em maio e agosto na cidade de Porto Alegre e participou de importantes projetos como: 21ª Festival Internacional de Artes Cênicas Porto Alegre em Cena – Projeto Formação em Cena Braskem, 35º FETEL – Festival de Teatro de Lages/SC, 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, 29ª Feira do Livro de Farroupilha/RS e Projeto Mais Cultura nas Escolas. O espetáculo realizou apresentações em janeiro de 2015, em sua primeira viagem ao exterior, no XXI Encuentro Latinoamericano de Teatro de Copiapó/ Chile, participou do 17º Fringe de Curitiba, do  7º Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre, da 11º edição do Festival Nacional de Teatro da cidade de Vitória/ES e da 29ª Feira do Livro de Gravataí.

     Em julho de 2015, estreou seu novo espetáculo de linguagem clownesca Enfim Sós – Uma Tragicomédia Clownesca contemplado pelo Prêmio Funarte Carequinha 2014, tendo como diretora convidada Luciane Olendzki, doutoranda em Artes da Cena na UNICAMP, com pesquisa sobre o tragicômico e a poética do palhaço na cena contemporânea.

    

“No palco, na rua, em todo o lugar
vem com o Trilho num caminho popular”

 

     Atualmente, composto por 4 atores e 3 músicos, realiza espetáculos, esquetes, intervenções cênicas e oficinas. Atingindo um público variado, levando seus trabalhos a diversos ambientes - teatros, rua, escolas, empresas.

     A principal referência e influência de pesquisa é o dramaturgo e teatrólogo alemão Bertolt Brecht. Através de elementos e conceitos pensados por Brecht, o Grupo define sua busca por um teatro popular e transformador. Fazem parte também dessa poética, pesquisas na linguagem do palhaço, da musicalidade, do improviso e do jogo. O Trilho compõe seu trabalho ético, estético e ideológico através de uma arte que propõe a crítica, a reflexão e o divertimento.